ELEIÇÕES DO CRT-03 MARCADAS POR DENÚNCIA DE ABUSO DE PODER POLÍTICO COM SUPOSTO ENVOLVIMENTO DE MINISTRA DE ESTADO
O processo eleitoral do Sistema CFT/CRTs para o biênio 2026–2028 é alvo de denúncia grave envolvendo suposta interferência da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos (PCdoB), em favor da Chapa 51, liderada pelo candidato à presidência do Conselho Regional dos Técnicos Industriais da 3ª Região (CRT-03), Diego Liberalino, representante do sindicato dos petroleiros.
Segundo a denúncia, a ministra teria utilizado a influência e a visibilidade de seu cargo para solicitar votos e apoio à referida chapa no âmbito das eleições do Sistema CFT/CRTs, conduta que, se comprovada, poderá caracterizar abuso de poder político nos termos do regulamento eleitoral vigente.
O art. 52 da Resolução CFT nº 277/2025, que estabelece o Regulamento Eleitoral para o pleito de 2026, é taxativo:
“O infrator e o beneficiário responderão pelas condutas previstas nesta seção e, se for o caso, pelo abuso de poder político e econômico, ensejando a cassação do registro ou do mandato, seja do candidato ou da chapa, sem prejuízo das sanções ético-disciplinares cabíveis.”
A norma eleitoral do Sistema veda expressamente práticas que desequilibrem a disputa mediante uso de cargos públicos, órgãos governamentais, recursos financeiros desproporcionais ou da estrutura dos próprios conselhos. O combate ao abuso do poder político e econômico constitui um dos pilares do processo eleitoral, destinado a garantir isonomia entre as chapas e a legitimidade do pleito.
A denúncia aponta que a eventual utilização do prestígio e da influência de um cargo ministerial federal para beneficiar candidato específico ao conselho representa exatamente o tipo de conduta que o regulamento busca coibir: o uso de posição pública para interferir em processo eletivo de entidade de classe.
O caso aguarda análise pelas instâncias competentes do Sistema CFT/CRTs. O CRT-03 é uma autarquia pública com jurisdição nas regiões de Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Sergipe, que representam mais de 200 modalidades técnicas em todo país.
Os técnicos industriais merecem representatividade real — sem aparelhamento político.





