Amir Júnior e Felippa Amadigi vencem eleição na UFSC e assumem gestão de mais de R$ 228 milhões

Na texto de hoje, trago um olhar atento para um movimento que vai além de Santa Catarina e dialoga diretamente com o futuro da educação pública no país.
A Universidade Federal de Santa Catarina, uma das instituições mais respeitadas do Brasil, definiu nesta quarta-feira (15) o resultado da consulta informal para a reitoria.
Com 55,40% dos votos ponderados, a chapa “Mudar para Transformar”, liderada por Amir Antônio Martins de Oliveira Júnior e Felippa Rafaela Amadigi, saiu vencedora no segundo turno.
A disputa foi marcada pelo engajamento da comunidade acadêmica e pela diversidade de posicionamentos — um retrato fiel do ambiente universitário brasileiro.

A chapa “UFSC Unida”, encabeçada por Irineu Manoel de Souza e Rodrigo Moretti-Pires, alcançou 44,60% dos votos ponderados, reforçando o equilíbrio do debate e a pluralidade de ideias dentro da instituição.
Mais do que os números — 8.214 votos contra 5.193 —, o processo evidencia a força da democracia universitária.
Docentes, técnicos-administrativos e estudantes participaram de forma ativa, com pesos iguais na definição do resultado, um modelo que fortalece o senso coletivo e a construção compartilhada de decisões.
A relevância dessa eleição ganha ainda mais dimensão quando olhamos para o papel da UFSC no cenário nacional. Referência em ensino, pesquisa e extensão, a universidade impacta diretamente o desenvolvimento científico, tecnológico e social do Brasil.
O que se decide dentro de seus muros ecoa em políticas públicas, inovação e formação de profissionais que atuam em todas as regiões do país.
A nova gestão assume, portanto, uma missão que vai além da administração interna. Com um orçamento superior a R$ 228 milhões, caberá aos eleitos conduzir uma estrutura estratégica para o país, garantindo qualidade acadêmica, inclusão e avanço científico em um momento desafiador para as universidades públicas brasileiras.
Mais do que uma eleição local, o resultado da UFSC é um sinal claro: o Brasil segue apostando na educação como caminho de transformação. E é dessa base que se constrói o futuro.

Jornalista Dela Oliveira / jornalistadelaoliveira@gmail.com




