PARADESPORTO QUE MUDA DESTINOS: SANTA CATARINA TRANSFORMA REABILITAÇÃO EM ESPERANÇA E INSPIRA O BRASIL

Diretora Fayola Bueno ao centro, junto a representantes da Unesc, de Criciúma (Foto: Divulgação)
Na coluna Fala Brasil, um exemplo que vem do Sul do país ganha destaque nacional ao mostrar como o esporte pode ser instrumento direto de transformação social e humana. Santa Catarina vive um momento emblemático com a chegada do Programa Vencer pelo Esporte — uma iniciativa que reposiciona o paradesporto como parte essencial do processo de reabilitação e inclusão.
Articulado com protagonismo pela diretora do Paradesporto da Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte), Fayola Bueno, o programa nasce com um diferencial poderoso: integrar esporte, saúde e educação em uma mesma estratégia de atendimento às pessoas com deficiência. Mais do que política pública, trata-se de um modelo que pode inspirar todo o país.
A implementação começa em Criciúma, no Centro Especializado em Reabilitação (CER), onde o paradesporto passa a atuar desde o início do processo de recuperação, contribuindo não apenas para o desenvolvimento físico, mas também para a reconstrução emocional e social dos pacientes.
A iniciativa, construída em parceria com a Secretaria Nacional de Paradesporto e alinhada à Secretaria de Estado da Saúde, reforça uma mudança de paradigma: o esporte deixa de ser apenas prática complementar e assume papel central na reconstrução de vidas.
A liderança de Fayola Bueno foi decisiva para transformar essa proposta em realidade. Com articulação técnica e sensibilidade social, ela conduziu um processo que hoje posiciona Santa Catarina como referência nacional, apoiada pelo Governo de Jorginho Mello.
Em declaração exclusiva ao jornalista Dela Oliveira, a diretora Fayola Bueno destacou o impacto profundo da ação: “Estou profundamente feliz com o que estamos construindo. O paradesporto vai muito além da prática esportiva — ele representa uma oportunidade real de transformação, de abrir caminhos e oferecer às pessoas com deficiência novas perspectivas de vida, para além das limitações. Poder iniciar esse processo ainda na reabilitação é algo simplesmente sensacional, porque é ali que começa a reconstrução de sonhos, de autonomia e de pertencimento.”

Parte da equipe de atletismo de Santa Catarina no Centro Paralímpico em São Paulo em 2024 (Foto: Divulgação)
Outro diferencial do programa é a presença de um Tutor Local — profissional de Educação Física capacitado especificamente para atuar na integração entre o esporte e o acompanhamento clínico. Esse especialista está em formação no Instituto Santos Dumont, no Rio Grande do Norte, e será peça-chave para garantir um atendimento interdisciplinar de excelência.
Mais do que uma conquista regional, a iniciativa catarinense representa um avanço estratégico para o paradesporto brasileiro. Ao consolidar o esporte como direito e ferramenta de inclusão, o projeto amplia horizontes e cria novas possibilidades para milhares de pessoas.
Santa Catarina dá, assim, um passo firme rumo a um futuro mais inclusivo — e oferece ao Brasil um exemplo concreto de que políticas bem estruturadas, aliadas à liderança comprometida, têm o poder de transformar destinos e devolver esperança.
Por Jornalista Dela Oliveira | jornalistadelaoliveira@gmail.com | Fala Brasil | Portal Notícias Diárias



