Cidades Colunistas Cultura medicina World

Mês das Mulheres: Refletindo Sobre Nós

No dia 05 de março, às 18h30, na Rua Getúlio Vargas, nº 78 – Centro, Suzano, será realizado o Encontro de Mulheres que Lutam por Políticas de Saúde voltadas às Pessoas Acometidas por Doenças Raras.

Com o tema “Capacitismo, Etarismo e Pessoas Atípicas”, o encontro, organizado pelo FORUM DE MULHERES DE SUZANO, INSTITUTO ATIPICOS DO BRASIL, ASSOCIAÇÃO SUPERANDO LUPUS, DOENÇAS REUMATICASE DOENÇAS RARAS , O GRUPSAP E O MOVIMENTO EU TENHO LÚPUS E SOMOS DEFICIENTES INVISÍVEIS, reunirá diversas entidades mobilizadas com o objetivo de promover um debate essencial para o município. A iniciativa visa ampliar a conscientização sobre discriminação, direitos humanos e a necessidade de políticas públicas mais humanizadas na área da saúde.

Durante o evento, algumas mulheres serão homenageadas, em reconhecimento à relevância das suas trajetórias e ao compromisso com a defesa dos direitos humanos das mulheres.

Sobre o tema

Dados preliminares do Censo 2022 indicam que o Brasil possui 14,4 milhões de pessoas com deficiência, o que corresponde a 7,3% da população com dois anos ou mais de idade. No entanto, esse número é significativamente maior quando se consideram as chamadas deficiências invisíveis — condições físicas, mentais ou neurológicas que não são imediatamente perceptíveis, mas que limitam as atividades diárias das pessoas.

Entre essas condições estão doenças como lúpus, epilepsia, esclerose múltipla, transtorno do espectro autista, transtorno de déficit de atenção, depressão, transtornos severos de ansiedade, transtorno afetivo bipolar, fibromialgia, entre outras. Recentemente, foi aprovada a Lei nº 15.176/2025, que reconhece a fibromialgia como deficiência. Ainda assim, é fundamental que todas as demais condições recebam um olhar mais humanizado, uma vez que, por não apresentarem sinais aparentes, muitas pessoas enfrentam discriminação, preconceito e exclusão social.

Essas práticas discriminatórias também atingem as pessoas idosas, fenómeno conhecido como etarismo, que se manifesta por meio de diferentes formas de violência — física, verbal e psicológica.

Diante dessa realidade, organizações sociais entenderam ser urgente promover este debate, com o objetivo de sensibilizar a população e os órgãos públicos, contribuindo para a humanização do atendimento a esse grupo social que enfrenta constantes situações de discriminação, violência e graves violações de direitos humanos.

O serviço público de saúde precisa avançar na criação e aplicação de protocolos adequados para o atendimento dessas demandas. Nesse sentido, o encontro pretende tornar este debate uma agenda permanente no município e na região, promovendo melhorias efetivas na qualidade de vida das mulheres.

LEAVE A RESPONSE

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *