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Dr. Danilo Matsunaga esclarece a nova visão médica, baseada em ciência, sobre a reposição hormonal na menopausa

06/02/2026

Dr. Danilo Matsunaga esclarece a nova visão médica, baseada em ciência, sobre a reposição hormonal na menopausa
A reposição hormonal na menopausa vem passando por uma revisão importante dentro da medicina baseada em evidências. Após anos de receio gerado por interpretações iniciais de grandes estudos observacionais, como o Women’s Health Initiative (WHI), a comunidade médica internacional passou a reavaliar conceitos, métodos e critérios relacionados ao tratamento hormonal no climatério.
Hoje, diretrizes atualizadas e reanálises científicas indicam que a terapia hormonal, quando bem indicada e individualizada, apresenta um perfil de segurança mais favorável do que se acreditava no passado.
Segundo o médico Dr. Danilo Matsunaga, com atuação em saúde hormonal e metabólica, a menopausa deixou de ser compreendida apenas como uma condição ginecológica. “Atualmente, entendemos a menopausa como um evento biológico sistêmico. A queda dos níveis de estrogênio impacta diretamente o metabolismo, a composição corporal, a densidade óssea, a função vascular, a cognição e a qualidade do sono”, explica.


Estudos mais recentes e posicionamentos de entidades como a North American Menopause Society (NAMS) e a International Menopause Society (IMS) apontam que a reposição hormonal pode trazer benefícios relevantes quando iniciada em mulheres selecionadas, especialmente próximas ao início da transição menopausal. Entre os efeitos observados estão a redução dos sintomas vasomotores, a preservação da saúde óssea e a melhora do perfil metabólico, sem aumento significativo do risco cardiovascular em pacientes de baixo risco.
Outro ponto destacado pelas novas diretrizes é o abandono de protocolos padronizados. A decisão terapêutica passou a ser baseada em avaliação clínica individualizada, considerando histórico pessoal e familiar, exames laboratoriais, perfil metabólico e objetivos da paciente. “Não existe uma reposição hormonal universal, assim como não existe contraindicação universal. O que existe é indicação bem feita, acompanhamento contínuo e ajustes personalizados”, afirma o Dr. Matsunaga.
A escolha da via de administração também ganhou destaque na literatura científica. Formulações transdérmicas, por exemplo, demonstram menor impacto hepático e menor risco tromboembólico quando comparadas a algumas apresentações orais, reforçando a importância da personalização do tratamento.
Para o especialista, a reposição hormonal moderna não deve ser associada a uma busca por rejuvenescimento artificial, mas sim à preservação da função, da autonomia e da qualidade de vida ao longo do envelhecimento feminino. “A medicina saiu do medo e entrou no entendimento. Hoje, falamos menos em dogmas e mais em biologia”, conclui.
Mais informações e conteúdos médicos:
Instagram: @drdanilomatsunaga

Por jornalista Mel recalde

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