18/01/2026

Pouca gente sabe, mas a IA já não funciona mais como antes
Até ontem, toda vez que você pedia pro celular tirar o fundo de uma foto ou traduzir uma frase em japonês, algo invisível acontecia: seu pedido era enviado lá pro alto, pra tal “nuvem”, processado num servidor distante… e só então a resposta voltava. Era rápido, mas ainda era uma viagem. Agora imagine o seguinte: você coloca o celular no modo avião, sem internet nenhuma, e mesmo assim ele traduz uma ligação com um gringo em tempo real. Sem lag. Sem vazamento de dados. Sem depender de servidor escondido na Romênia. Parece mágica? Não. É tecnologia. É a chamada IA de Borda — a maior revolução silenciosa desde que colocaram uma câmera num telefone.
Mas o que é isso, afinal? Simples: é como trocar o delivery pela comida feita em casa. Antes, a inteligência artificial precisava buscar respostas fora do seu aparelho. Agora, ela está dentro dele. Do lado do seu bolso. Rodando direto no chip. Isso só foi possível por causa dos novos processadores de 2026, como o Snapdragon 8 Elite Gen 5 e o Apple A19 Pro. Esses chips têm núcleos neurais — pedaços de cérebro dedicados exclusivamente a rodar modelos de linguagem pequenos (SLMs). Em outras palavras, o seu celular virou um pequeno gênio. Discreto. Poderoso. E fiel a você.

E por que isso importa? Porque muda tudo. Primeiro: privacidade de ferro. Seus dados, fotos, áudios e mensagens não saem do aparelho. Tudo é processado ali mesmo, como um cofre que pensa. Segundo: resposta instantânea. A IA funciona até em modo avião. Nada de loading, nada de travar. Tradução simultânea, edição de vídeo, assistente virtual? Tudo em tempo real, com fluidez absurda. Terceiro: economia. Menos tráfego de dados = mais bateria pra você e menos dor de cabeça no fim do mês com o plano de internet.
E no dia a dia? Seu celular já consegue rodar modelos de até 10 bilhões de parâmetros. Sabe o que isso significa? Que ele entende sua rotina, remarca seus compromissos, resume aquele PDF chato, edita vídeos com base nas suas emoções e ainda traduz suas ligações como se fosse um intérprete embutido no microfone. Isso já acontece. E vai se espalhar como fogo em palha seca.
A IA de 2026 não é sobre o quanto o servidor sabe sobre você. É sobre o quanto o seu aparelho pode trabalhar por você, em silêncio e de forma privada. E a verdade é uma só: a nova inteligência artificial não mora mais nas nuvens. Ela dorme no seu bolso. Trabalha quieta. E te protege como um guarda-costas digital.
Publicação-@portalnoticiasdiarias -instagram-Lucia Alves- jornalismo- colunista social- Vice presidente do Conselho de Inclusão Da Abime Brasil (Ass. Brasileira e Internacional de Midia Eletrônica) instagram @impactocultural_revista





